Restauração de Amálgama de Prata: mercúrio é prejudicial?

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Nenhum dentista provavelmente irá admitir que o material dentário colocado em sua boca para efetuar as restaurações dentárias pode ser nocivo para a saúde e a causa de muitas doenças e condições no corpo humano.

No entanto, a discussão em torno da segurança desse tipo de materiais usados na odontologia tem sido mantida ao longo dos últimos anos e tem levantando muitas dúvidas, principalmente sobre a amálgama de prata (conhecida vulgarmente como “chumbo” em Portugal).

O que é uma amálgama dentária?

É um material usado para preencher e restaurar as cavidades nos dentes, provocadas por cáries, e contêm até 54% de mercúrio. Algumas pessoas chegam a usar esse preenchimento na boca durante décadas.

As restaurações com amálgama de prata foram utilizadas pela primeira vez em 1800, na França, e dentistas em todo o mundo ainda hoje usam esse material; embora cada vez sejam menos a usar e estejam a substituir por outros materiais. A sua produção é barata e eficaz em termos de custos, e é um método frequentemente utilizado em pessoas que têm seus tratamentos dentários cobertos pelo seguro.

Quais são os potenciais riscos para nossa saúde?

O problema da amálgama é o mercúrio que contém e que constitui um fator de risco para a nossa saúde, segundo explica o Dr. Hal Huggins, um dos primeiros a alertar sobre o perigo desses preenchimentos e defende que mesmo em quantidades pequenas o mercúrio no corpo humano pode ser fatal. Essa é a razão pela qual ele estava em conflito com a maioria de seus colegas de profissão.

Cada vez que alguém com obturação de amálgama come, bebe, escova os dentes, ou de outra forma possa estimular seus dentes o mercúrio é facilmente libertado sobre a forma de vapor. Esses vapores de mercúrio por sua vez passam rapidamente através das membranas celulares e barreira do sangue até seu sistema nervoso central, onde pode causar problemas neurológicos, psicológicos e imunológicos.

É possível que uma das principais causas de fadiga crónica seja o mercúrio e que possa também contribuir para um aumento da instabilidade emocional, depressão, defeitos congénitos, doença de Alzheimer, esclerose múltipla, e muitas outras doenças degenerativas.

Conclusão: Usar ou Não usar? Faz mal ou não?

Existem muitos especialistas que são contra a possível contaminação provocada pelo mercúrio presente nas amálgamas, tendo sido até proibido o seu uso em países como a Noruega, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Japão, Bulgária e mais recentemente no estado do Rio de Janeiro (desde 2014).

No entanto, a Organização Mundial de Saúde não condena o uso de amálgamas e existem também especialistas que defendem que a quantidade de mercúrio presente na amálgama de prata é insignificante e chega até a ser menor em comparação com a quantidade de mercúrio presente em certos alimentos que ingerimos (como por exemplo no peixe).

É um tema controverso porque de um lado temos as inegáveis vantagens da amálgama que vão desde o seu custo até sua durabilidade e resistência; do outro lado temos o mercúrio que, embora em quantidades mínimas, é o suficiente para afastar os mais céticos.

Na minha opinião, eliminar todo o contacto com o mercúrio é o melhor que podemos fazer e como não há fumo sem fogo, vendo muitos países proibindo o uso desse tipo de procedimento o melhor é mesmo evitar e procurar alternativas como a resina composta ou em casos em que o dente está muito deteriorado optar pelo implante dentário.

Se já tem não precisa ficar em pânico porque muita gente usa e não tem qualquer problema de saúde, no entanto, se tem problemas de saúde inexplicáveis o melhor será fazer análises para detetar os níveis de mercúrio no sangue e tirar todas as dúvidas.

E você, qual sua opinião? Tem amálgamas de prata e está pensando em substituir o material ou acha que não faz diferença para sua saúde?

  • Thássia Lima DeOliveira

    Olá, qual foi a fonte do artigo? Grata

    • VidaDefinida

      A FDA (U.S. Food and Drug Administration) diz que analisou os melhores estudos realizados sobre o tema e concluíram que perante aqueles estudos as amálgamas de prata não apresentam risco para a saúde de adultos e crianças com mais de 6 anos.

      http://www.fda.gov/MedicalDevices/ProductsandMedicalProcedures/DentalProducts/DentalAmalgam/ucm171094.htm

      http://www.colgate.com/en/us/oc/oral-health/procedures/fillings/article/dental-amalgam-a-health-risk

      “Studies have shown that the amount of mercury you are exposed to from
      your fillings is less than the amount that most people are exposed to in
      their daily environment or in the food they eat”

      No entanto, há outros grupos a pedir para serem feitos novos estudos
      pois defendem que existe mesmo uma conexão entre o mercúrio libertado
      pela amálgama e nossa saúde, como foi o caso do Dr. Hal Huggins um dos maiores ativistas contra o uso da amálgama:

      https://en.wikipedia.org/wiki/Hal_Huggins
      (Pode ler na secção research and beliefs a posição dele sobre o tema.)

      Como referi no artigo, é um tema um pouco controverso, mesmo quando as fontes dos estudos são muito credíveis temos que os questionar. Não é por acaso que esse tema é bastante falado e controverso e vários países proíbem o seu uso:

      Paises Europeus
      http://www.fda.gov/downloads/Adviso…e/DentalProductsPanel/UCM236379.pdf

      Proibição do uso no Brasil (Rio de Janiero)
      http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/scpro1115.nsf/e00a7c3c8652b69a83256cca00646ee5/3908ead65b97355483257beb0064cd00?OpenDocument

      A minha posição sobre esse tema é assim de total desconfiança. Não se entende como é que algumas entidades concluem que não faz mal e outras banem expressamente seu uso.

      As influências($$) também devem ter muito peso nesse tema, sendo esta uma indústria bilionária também já li sobre o interesse em banir as amálgamas para serem introduzidas/vendidas novas técnicas de restauração dentária.

      É por essa razão que acabei concluindo que se podemos evitar será na minha opinião o melhor a fazer, mas quem já possui amálgama, se nunca teve uma reacção alérgica nem tem problemas de saúde não vejo razão para ter preocupações.